29/06/2016

BASTA DE BREXIT!

Não há pachorra que aguente! A sociedade de papagaios não só continua, como começa a exceder todos os limites aceitáveis. Brexit para aqui, brexit para ali, brexit para e por todo o lado.
O mais curioso, e julgo não estar enganado, é que a maioria dos Portugueses, como sempre preocupados em saber se não lhes vai sobrar mês no fim do ordenado (ou da reforma), não faz a menor ideia de que diabo de bicharoco ou remédio será brexit! Apenas o associam à saída do Reino (des)Unido da União Europeia.
Pela minha parte, tive de recorrer a um amigo que, admirado por eu não saber (pertence à sociedade de papagaios anglófonos), me desvendou o mistério: trata-
se da abreviatura de 'British Exit'. Ah! Que alívio; até vou dormir melhor.
Como nunca tive jeito para línguas (os outros que aprendam a minha) já me pareceu ouvir aquele palavrão de vários modos: breczit, brezit, brecit, bresheet, breshit (que confusão deve reinar naquele país), e, já agora, também poderia ser dito, à boa maneira lusitana, 'brechiça' o que dá, sem o prefixo, CHIÇA!


BRAVO, RONALDO!

Bravo, bravíssimo, 'bravooooo', como é costume alguns histéricos (geralmente afins com fabricantes de panelas), berrarem quando um cantor de ópera emite bem uma nota aguda de que todos estão à espera. Até parece que perante o “maior espectáculo do mundo”, só isso é que interessa.
Mas não é disto que se trata. Refiro-me ao microfone de um 'díptero nematócera' (vulgo, mosquito, melga, JORNALISTA) que atiraste para o charco. 
Se todos fossem como tu e como o Alberto João…!



24/06/2016


TRÊS “B”

É costume, na História da Música, fazer-se referência a Bach, Beethoven e Brahms como sendo os três “B” alemães. O primeiro é cognominado de “O Matemático”, o segundo “O Filósofo” e Brahms como sendo “O Poeta”.
Obviamente que se trata de uma classificação que não se deve levar muito à letra. No fim de contas não é muito difícil encontrar um pouco daqueles cognomes na obra daqueles três compositores. Mas, o ser humano é assim: gosta de arranjar nomes para tudo e todos, conforme as suas preferências.
A História está cheia deles, mesmo quando coroam os maiores autores de crimes contra a Humanidade. Basta citar Alexandre, “O Grande”, Estaline, “O Pai dos Povos”, Mao Tsé Tung, “O Grande Timoneiro”, etc. etc. E, não esqueçamos que Napoleão tem, em Paris, um mausoléu de se lhe tirar o chapéu. Até rima!
Mas, a que propósito vem isto? Muito simplesmente porque actualmente temos três “B” responsáveis pela tragédia (mais uma) que se passa no Médio Oriente, em que o número de mortos já se conta por dezenas de milhares. Porém, para esse trio, não há Tribunal Internacional de Haia. Este é só para alguns, como escrevi há anos no artigo “Crimes Contra a Humanidade, que Critério?”
Quem são eles? Muito simplesmente Bush, “O Cow-Boy”, Blair, “O Bife” e Barroso “O…piiiiiiii.” Agrupados sob a mesma consoante, bem poderiam ser classificados como “AS TRÊS BESTAS”!
 

01/06/2016

AINDA O FAMIGERADO “ACORDO ORTOGRÁFICO”

A “culpa” não é minha, mas sim do actual Presidente da República (estivemos dez anos sem ter um a sério) que, em boa hora, levantou o problema do chamado 'acordo ortográfico'.

Quem ficou agastado foi o “pai” de tão triste e servil acordo, o Ex.mo Senhor Professor Doutor João Malaca Casteleiro, linguista licenciado em Filologia Românica, professor da Faculdade de Letras de Lisboa e não só, investigador, etc. etc...
Numa espécie de acto vingativo, para além de falar de “política da língua”, pasme-se, vem afirmar que o PR «tem de Cumprir a Lei e, neste momento, o A.O. constitui Lei em Portugal».

Evidentemente, senhor professor, doutor, etc. etc... Mas, que Lei? A sua e de um Conselho de Ministros apoiado por uma cambada de oportunistas nomeados pelos partidos da chamada Assembleia da República? Então o senhor professor dr., etc. etc., não sabe que é impossível, em qualquer língua, fazer coincidir exactamente a fonética com a ortografia até porque, entre outras razões, existem as pronúncias regionais? E que no falar coloquial “comem-se” letras como, por exemplo, ‘tar em vez de estar? Claro que sabe, (quem sou eu para duvidar da sua
ciência) mas gostaria de saber quais os motivos que o levaram a querer que a língua portuguesa continue a devorar-se a si própria. É que não se trata de uma modificação como a operada em 1911; as línguas evoluem e aquela mudança foi drástica. O mal é que, desde aí passámos a fazer modificações às mijas, provocando as inevitáveis misturadas, baralhando tudo e todos há décadas, 
tornando impossível não cometer erros ortográficos. 

Senhor prof., etc. etc...: um assunto como este, muito mais importante dos que já foram sujeitos a sufrágio popular, é que justifica que se faça um referendo, percebeu?

Mas, o Sr. Prof,. etc. etc..., bem como os seus adeptos, sabem muito bem que ganharia o “não”. Quer apostar, Sr. Casteleiro etc. etc...? 
Recuar custaria agora muito dinheiro, diz o Sr. Malaca etc., etc...; muito mais custa toda a ladroagem e traidores que há 42 anos abundam em Portugal, e ninguém faz nada. 

Por isso, Senhor Presidente da República, pelo menos contra o “acordo”, marchar, marchar!

Duas notas finais:

1 - Embora já tenham passado mais de quatro anos, aconselho, a quem não leu o artigo que Vasco Graça Moura (que infelizmente já não está entre nós), publicou no Diário de Notícias sob o título “Intimação ao Professor Malaca”, a lê-lo.

2 - Já que falei de traidores, também gostaria de saber se é verdade que Manuel Alegre, quando estava na Rádio Argel, denunciava os movimentos das tropas portuguesas na África.
Sem querer duvidar das várias testemunhas que o afirmam, acho muito estranho que o homem que diz que ninguém o cala, se mantenha…calado!
Incitar a desertar é uma coisa; provocar a morte ou captura de filhos do seu Povo, cuja maioria estava naquela guerra à força (como eu), chama-se TRAIÇÃO! E queria este tipo ser Presidente da República!


10/05/2016

O SOL A BAILAR, OUTRA VEZ!


Parece que o chamado astro rei não tem juízo quando a recordação de uma virgem(?), falecida há dois mil anos, lhe provoca tão estranha excitação que lhe dá para dançar. Talvez seja a ausência de um pénis para resolver aquela questão tão querida (e importante) para os Cristãos, que o põe em passos de dança.
 Que pena eu tenho dessa mulher; dois séculos após ter posto o velho marido para trás (possivelmente já impotente) terá arranjado conforto nos braços (e não só) de um soldado romano. Porém, a coscuvilhice e a má-língua, tão típicas dos seres humanos, ainda hoje não a deixam em paz.
Mas, deixemo-nos de “heresias”, e falemos a sério. Como é possível que num país europeu, no séc. XXI, a fé embote e cegue tão completamente pessoas, que em princípio têm estudos (não estamos em 1917) ao ponto de verem um milagre num banal fenómeno meteorológico? Ser crente, é uma coisa que respeito; a crendice elevada ao nível da estupidez, é-me muito difícil de suportar! Se não sabem o que provoca aquele fenómeno, eu explico. Acontece quando nuvens de densidades diferentes ofuscam o sol, normalmente durante um regime de aguaceiros. Esta era a situação meteorológica durante a ocorrência deste último “milagre”, tal como em 1917. Acrescente-se, ainda, que a tentativa, logo abortada, de se olhar directamente para o sol, provoca reflexos coloridos na retina que se mantêm durante algum tempo. Além disto, o rápido movimento das nuvens cria a ilusão que é o sol qua se move, do mesmo modo que quando viajamos de comboio, parece ser a paisagem que se move. Isto aprendia-se, no meu tempo, na Instrução Primária! Conclui-se, assim, que a chamada democracia pouco mudou! Eu próprio, sempre interessado em meteorologia e outras ciências, já presenciei várias vezes o tal “milagre”.
E, para terminar, uma pergunta: porque não se apregoa a mesma balela na presença de um arco-íris? Será preciso a passagem de uma estátua de uma espécie de deusa (um atentado ao segundo mandamento) para se gritar milagre, milagre?Julgo que a resposta reside no facto de a esmagadora maioria das pessoas só olhar para o chão, como os burros, e o arco-íris, além de mais vulgar e mais feérico, parece tocar no solo, sendo assim mais facilmente visto.
Aviso vindo do além: "cuidado João Daniel, não abuses nas tuas heresias senão ainda podes ter problemas com o Sousa Lara, o Mário David e os outros fanáticos da seita a que pertencem. Lembra-te que José Saramago, num debate (inútil) com o padre Carreira das Neves, salientou que na Declaração dos Direitos do Homem, faltam os direitos à heresia e à contestação!"





23/04/2016

ADEUS, ANÍBAL!

Não pensava escrever este artigo mas, há dias, tendo visto e ouvido na TV a figura e a voz de vossemecê, você, tu, senhor, ou outra coisa qualquer (não sei como hei-de tratá-lo) tive vontade de vomitar. E, como não consegui fazê-lo, vou descarregar em sentido figurativo o conteúdo gástrico sobre vossemecê, você, etc. 
Não serei longo porque um ser de tal quilate não o merece. Longevidade foram os vinte e um anos em que envergonhou Portugal com os seus esgares e os comentários imbecis (quando comentava) laureados pelo olhar embevecido da sua esposa, contente de ter nascido só para ter conseguido ser a “primeira dama” deste ditoso País!
Quando estiver mais calmo vou reunir todas as fotografias e gravações de vídeo que coleccionei durante estes longos anos. Não sei bem para quê, porque você (etc.) nem sequer merece ficar no riquíssimo anedotário político nacional.
Por isso, vá para a “Mariani”, para o Poço ou Fonte de Boliqueime, mande fechar o espaço aéreo e rodeie-se de “gorilas”, não vá algum grupo de garotos fazer-lhe uma manifestação e ter de fugir de uma senhora agitando uma lata a pedir “uma esmolinha para o Cavaco”, ouvir uma cançoneta cujo refrão é “vamos tirar do buraco o pensionista Cavaco” ou dar de caras com um comentador político que ofendeu os palhaços comparando-o a eles. É que fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar, e vossemecê nem para isso serve. Portanto, o melhor é a História esquecê-lo!


28/02/2016

CRISTO TINHA DOIS PAIS!
MAIS UMA DISPARATADA POLÉMICA CRIADA PELOS FUNDAMENTALISTAS CRISTÃOS!

Porra, perdoem-me o termo! Não há paciência para aturar os auto-proclamados cristãos, neste caso os serventes do Vaticano entre as centenas de variantes do cristianismo que pululam por este mundo, e em cuja crença não se pode tocar.
Será que não têm um mínimo de sentido de humor ou de condescendência pelos agnósticos e ateus? Caramba!
A Inquisição, só comparável aos fundamentalistas islâmicos actuais, funcionou em Portugal cerca de três séculos, tendo só sido extinta em 1821 na sequência de uma decisão das Cortes Gerais do Reino. Mas, será que a cortaram pela raiz?
De certeza que existe por aí muito cristão que adoraria voltar aos tempos das fogueiras e da escravatura, esta aceite pela sua religião durante muito mais tempo. São duas das maiores vergonhas que essa 'seita' finge esquecer, até porque um dos seus patrões do Vaticano, o papa João Paulo II (agora promovido a “santo”) pediu desculpa pela primeira, esquecendo-se (?) de todos os outros crimes que a sua 'empresa' cometeu e continua a cometer!
É claro que a comparação entre os pais de Jesus feita pelo Bloco de Esquerda é disparatada, mas só isso.
A verdade, porém, e a crer no que diz a Bíblia, confirmada na TV por um bispo, “O pai de Jesus era Deus e a mãe, Maria, era casada com S. José”. Analisada sem partidarismos ofuscados pela fé, torna-se muito mais ofensiva.
Desde novo percebi que o papel do carpinteiro “ao afastar-se quando soube que a sua mulher estava grávida”, costuma ser designado por um termo que o que resta da minha chamada boa educação não me permite mencionar!
Para disfarçar a sua resignação perante o “pecado” sem perdão da sua mulher, os “doutores” da Igreja promoveram-no a “santo”. Há sempre um lugar nessa categoria hierárquica seja para quem for, porque o povinho acredita em todas as patranhas que lhe contam e, sempre que reza perante as suas estátuas e relíquias macabras, sempre deixa lá uns cobres!

Poderia acrescentar muito mais a este assunto, mas não quero repetir-me. Já o fiz em artigos como “Caim” e “Prós e Contras Com Papas Na Língua”. Até porque, como diz o ditado, não vale a pena malhar em ferro frio.

Citação:
O seu pai era duas pessoas-
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.

(Fernando Pessoa in “Num meio-dia de fim de Primavera” da colectânea “O Guardador de Rebanhos” de Alberto Caeiro).

Pergunta:
Porque não excomungam este Poeta Universal (e não só por este poema), ou lhe retiram postumamente a nacionalidade portuguesa? 
Um tal Mário David e outros da sua laia deveriam ficar contentes.  


12/02/2016

ZICA

Ao ouvir falar tanto nesta doença, agora na moda, confesso que me sinto frustrado.
Tive todas as doenças das crianças, excepto escarlatina, apanhei as gripes italiana e asiática e a dos burros, doença endémica neste famigerado planeta, mas escapei às das aves, das vacas loucas e dos suínos.
Escapei também da psitacose, doença que ataca as aves trepadoras como os papagaios, araras e periquitos, e que há anos entrou na chamada Assembleia da República para não mais a largar. (Vem a propósito lembrar o disparate que é 
traduzir bird por pássaro e não por ave).

Depois disto, e como acho o nome “Zica” muito engraçado, começo a lamentar ainda não a ter contraído.
Já viram a inveja que os meus vizinhos teriam ao saber que o “maestro” (nome por que sou conhecido no prédio) está com “Zica”?
Onde terá ele conseguido tão ciclópico feito? Numa partitura daquela música chata que nos obriga a ouvir todas as noites?
Mistérios insondáveis da música, que só ele sabe!

Preocupado com esta possível inveja, e como gosto que os outros possam ter o que eu tenho, lembrei-me, no caso de ter apanhado “Zica”, de pôr um grande letreiro na janela: 
EU TENHO “ZICA”! COMPRE AQUI POR 1, 99 EUROS A DOSE. 

Mas, como sou uma pessoa honesta, e não vendedor de cálcio por atacado e a retalho com as terríveis consequências que este pode produzir, teria o cuidado de avisar: se não quer ter crianças com cabeças de extraterrestres, no momento do clímax, não receba o líquido do amor no sítio certo; a fantasia é o melhor remédio. 

Desabafo: Esqueci-me de dizer que, nunca sofri de dismenorreia!

Conselho pedagógico: Procurem no youtube “Dilma e a Zica”. 

Comentário: É a gente desta que a maioria do planeta está entregue!

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20/01/2016

PANDEMIA MUNDIAL!

Este pleonasmo foi dito por uma jornalista da “SIC”.
Como essa senhora ignora o que significa a primeira palavra (e fiquei admirado por não ter dito global), vou explicar.
O prefixo pan provém do grego e dá a ideia de todos, totalidade, inteiridade, todo o possível.
Unido à palavra grega demos, que significa povo, região ou país, exprime, como é óbvio, um sentido universal, pelo que os dois elementos juntos já expressam a ideia de tudo e todos.  Logo, se pandemia for seguida da palavra mundial, trata-se, a meu ver, de um inútil pleonasmo, como “abalo sísmico” que, infelizmente, continuamos a ouvir.
E, já agora, falemos de 'epidemia'.
Trata-se de um termo médico que designa uma doença infecciosa, geralmente “importada”, que ataca simultâneamente vários indivíduos apenas numa determinada região, ou seja, demos.
O prefixo epi, também deriva do grego e, entre vários significados, exprime a ideia de sobre, por cima, no meio de.

- Percebeu?

24/12/2015

ACABEM COM OS EXAMES!

Viva a ignorância!
Até agora faziam-se exames cada vez mais fáceis para facilitar as passagens de ano dos alunos, permitindo aos governos de oportunistas, incompetentes e corruptos que temos tido apregoar as maravilhas das suas reformas na (des)educação.
Hoje propõe-se, simplesmente, a sua extinção com o apoio da senhora Catarina, a mulher que se fosse primeira-ministra resolveria todos os problemas do País, e o senhor Jerónimo, parado no tempo vai para cem anos! 
Continuem a reduzir o número de escolas, fazendo exactamente o contrário do que Salazar fez, embora o acusem de ser o culpado do estado de analfabetismo em que os Portugueses se encontravam aquando do 25 de Abril.
Sou um velho de 73 anos e posso afirmar o contrário porque todos os meus estudos foram feitos nessa época.
Felizmente, alguém se lembrou de reeditar os livros da Instrução Primária do Estado Novo que reli com entusiasmo e algum saudosismo. É óbvio que discordo (como nesse tempo) de muita coisa que éramos obrigados a saber, como seja a Doutrina Cristã e o modo como se disfarçava (e contornava) as broncas dos nossos Reis.
Mas, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, e, como sempre, nada é perfeito. Por isso recomendo aos senhores deputados nomeados, como sabemos, pelos partidos e não pelas suas capacidades, que comprem esses livros (mesmo com o dinheiro dos contribuintes) leiam, e aprendam!
Porque será que após a instauração da chamada democracia, no início dos anos lectivos, escolas, livros e professores nunca estão prontas ou colocados a tempo? Dantes, as aulas começavam sempre num dos primeiros dias de Outubro, variando apenas em função dos domingos e do feriado do dia cinco, comemorativo da implantação de República.
Curiosamente, era raríssimo um professor faltar às aulas. Será que eram menos susceptíveis às doenças do que após o 25 de Abril? E que as professoras grávidas não tinham enjoos?
Não brinquem comigo! Porra, porra e mais porra até nas profundezas do Inferno.
Na Internet, (e não só) encontra-se a maior colectânea de erros que já me foi dado ler. É de bradar aos céus! E, estou só a referir-me a textos escritos por portugueses, porque os de brasileiros e de outros países da chamada “Comunidade de Países de Língua Portuguesa” (agora com o apêndice mal cheiroso da Guiné Equatorial), por vezes até se tornam incompreensíveis!
Não contentes com isto, ainda fazem acordos ortográficos para aumentar o caos da ignorância e daqueles que ainda insistem em saber escrever português. E o Zé Povinho, como sempre, murmura contra a situação, mas aceita tudo com a habitual indiferença, apoiada na tradicional frase "tudo isto é fado". O que se pode fazer?
Posto isto, sugiro que acabem com as avaliações de professores e alunos. Afinal para que servem? Temos os grandes exemplos do senhor Silva e da senhora Assunção, as duas primeiras figuras na hierarquia da Nação. (Ao ouvir este nome recordo o nome da porteira de um prédio em que vivi quando era garoto. Nunca a vi fazer tristes figuras ou ser mal-educada; sabia estar no seu lugar).
Entretanto, como “o povo é sereno”, vamos rindo a ver e ouvir as broncas que aquelas duas personagens deram durante os seus mandatos, atingindo o primeiro a linda soma de 21 anos! E eleito pelo povo cinco vezes, como ele se gaba.
É como a louca “cantora” Natália de Andrade, que se vangloriava de ter sido a cantora lírica portuguesa que mais discos vendeu. E é verdade!
Há já muito tempo que tinha começado a organizar uma colectânea de fotos, recortes de jornais e gravações de TV com os patéticos disparates e figuras do senhor Silva. Hoje, graças à Internet, torna-se muito difícil escolher as "melhores", até porque a primeira tem graça, a segunda passa e a terceira já maça!
Todos rimos com os discursos do Almirante Américo Thomas. Foi, como Presidente da República, uma figura anódina, que convinha ao Regime depois da “tempestade" provocada pelo General Humberto Delgado em 1958. Tinha eu 15 anos e recordo como se fosse hoje quando fugi de um autocarro próximo do Saldanha. Havia um comício de apoio a General "sem medo" no Liceu de Camões, e a GNR, a cavalo, carregava sobre os manifestantes. Estes, por sua vez, respondiam com os calhaus soltos que abundavam por todo o lado devido às obras de construção do túnel do metropolitano.
Mas, antes de se sujeitar ao triste papel para que foi nomeado, Américo Thomas foi Ministro da Marinha, elevando-a a um nível só comparável ao do tempo das caravelas.
Posto isto, que obra ficará do senhor Silva? A obra de destruição do País que, como “bom aluno” da CE levou a cabo? Possivelmente nem uma colectânea de anedotas ficará para a História, porque nem isso merece.
Compilei e publiquei neste blogue as anedotas que a minha memória gravou do tempo de Salazar. Porém, sobre o senhor Silva, garanto que não “façarei”.
Quanto à senhora Assunção, sugiro que procurem na internet  as tristes figuras que fez nas poucas vezes que "presidia" à Assembleia da República, e divirtam-se com os seus “conseguimentos”.

Nota:
Segundo uma revista de turismo brasileira, saída há cerca de quinze anos, entre as mais fantásticas
dissertações sobre Portugal, encontra-se esta:
“Lisboa foi quase totalmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial mas, o primeiro-ministro
da altura, o Marquês de Pombal, reconstruíu-a segundo a traça original” !!!

Não acreditam? Tenho uma fotocópia.

Desabafos:

“Livros são papeis pintados com tinta.
“Estudar, é uma coisa em que está indistinta
 A distinção entre nada e coisa nenhuma”.
“Quanto é melhor, quanto há bruma,
“Esperar por D. Sebastião, quer venha ou não.

(Fernando Pessoa in “Liberdade”).

                                          …

“Vamos pôr os colarinhos e as gravatas! Ponhamos as máscaras sérias! Não faz mal se não tivermos cabeça, basta termos chapéu. Patrão, o mundo merece que lhe cuspamos em cima”

(Nikos Kazantzaki in “Alexis Zorba” – “o Bom Demónio” na tradução portuguesa.)

13/12/2015

AI, MARCELO, MARCELO!

Todas as sondagens indicam que o senhor será o nosso próximo Presidente da República.
Se tal acontecer, ficarei relativamente satisfeito, porque voltaremos a ter um Presidente culto e que não fará cenas tristes em público, como mandar encerrar o espaço aéreo sobre o local das férias, fugir de uma manifestação de garotos ou comer com a boca aberta.
É óbvio que, como Presidente da República, terá de engolir muitos sapos vivos, como receber com honras e o melhor dos sorrisos outros presidentes ou reis, mesmo que alguns sejam uns autênticos filhos da...mãe. A hipocrisia humana acima de tudo, ou melhor, o dinheiro e os interesses económicos como deuses supremos.

Como já referi no artigo “em 2017 vem aí o Chico”, a sua alegria vai ser enorme, como católico que volta e meia sente o dever de apregoar.
Aqui, porém, a hipocrisia não será tão grande, como quando manifestou no programa da RTP “Prós e Contras” sobre o qual também escrevi um artigo (Junho de 2010). Aí, comento o facto de o senhor duvidar da veracidade do documento Crimen solicitaciones sobre a pedofilia na igreja que o senhor tanto respeita, e de que foi guardião o cardeal Ratzinger, na altura papa.
São suas as palavras respeitantes à alegria que todos os católicos iriam sentir com a visita do seu chefe espiritual.

Mas, não é só por este motivo que resolvi escrever este artigo que, o mais provável, é o senhor nunca vir a ler.
Foi um acaso fortuito, quando uma dessas repugnantes revistas dedicadas a bisbilhotar a vida de personalidade falsamente célebres, me passou pelas mãos.
Sem querer meter-me na sua vida privada (sempre este modo de expressão em que dizemos coisas como sem querer ser indiscreto, ou para não dizer que e acabamos por fazê-lo), sou levado a fazer outro comentário sobre o seu catolicismo.
Segundo o tal pasquim, o senhor está separado de sua mulher, mas não quer pedir o divórcio. Concordo plenamente, porque segundo a sua crença, o que Deus uniu, (ou o padre) o Homem não pode separar.
Mas, e a acreditar no que lá está escrito, com fotografias tão próprias do exibicionismo que tanto aprecia, (recordo a figura que fez quando se atirou ao Tejo para provar que não estava poluído), o senhor tem uma relação com outra mulher, mas à distância.

Portanto, e segundo o que tentaram impingir-me sobre a conduta moral dos católicos, o senhor vive em pecado mortal, mesmo que venham a inventar-se as “quecas” à distância ou virtuais (não confundir com virtude). Trata-se de mais uma contradição dos que se dizem católicos, como os que são ricos e embora sabendo que “é mais difícil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”, não abdicam das suas fortunas.

Mas, tudo bem. Repito que não tenho nada com isso e, sinceramente, desejo-lhe as maiores felicidades se for eleito Presidente da República desta ditosa Pátria nossa amada. Só o que não entendo, é o que leva as pessoas a meterem-se sem necessidade em naus, sabendo que poderão arrastar grandes tormentas.

Desabafo:
“Oh gloria de mandar! Oh vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamámos fama!
Oh fraudulento gosto, que se atiça
C’huma aura popular, que honra se chama!

“Os Lusíadas” Canto IV, estância XCV.
Edição de 1865.



01/11/2015

CARNE PROCESSADA? QUALQUER DIA MORREMOS DE FOME!

Tivemos as vacas loucas, a gripe das aves, a gripe suína e, agora, a chamada carne processada (entenda-se produtos de charcutaria, como enchidos, fiambre, paio, etc.).

Francamente! Não tenho pachorra para tantas “paneleirices” (perdão, mariquices, como se dizia no meu tempo, já que a primeira designação era tabu).

Se alarmes deste tipo continuarem a surgir, aumentados pela ganância de tragédias tão do agrado dos jornalistas, haverá muitos idiotas capazes de passar fome ou de seguir dietas absurdas, julgando que chegarão aos cem anos.

Pela minha parte, nunca receei um bife de vaca “louca”, porque louco já nasci; no restaurante onde regularmente almoçava antes de me reformar, exigia ao empregado que a carne de vaca (ou de boi, sejamos democráticos) fosse de uma vaca louca (ou boi louco). Isto tanto provocava risos como desconfiança entre os comensais, o que me divertia bastante.
A gripe das aves também não me preocupou. Não sou ave, e quando voo é de avião e, segundo sei, estas máquinas voadores são imunes a tais vírus. (Excepto aos mísseis).
A gripe suína também não, porque não sou porco. 

Quanto ao futuro, talvez a próxima “epidemia” (e porque não pandemia?) talvez atinja a cerveja. Oxalá! Será mais um estímulo para continuar a deliciar-me com esse precioso líquido dourado e espumoso. 

Para terminar, sugiro aos especialistas de tragédias, que espalhem que os tremoços (antigamente conhecido por “marisco do Eusébio”) também fazem mal a qualquer coisa. Não importa a quê, porque "o que é preciso é avisar a malta." (José Afonso).

Desabafo: sem querer cair no extremo oposto, ocorreu-me citar Winston Chuchill, que dizia que o grande segredo da longevidade, era beber, fumar e não fazer exercício físico. 
Morreu com noventa anos!


23/10/2015

DEUS TAMBÉM CHORA?
DIABOS ME LEVEM! SÓ ME FALTAVA SABER MAIS ESTA!

‘Diabos me levem’, repito! Esta frase tão popular, não tem nada de mal porque o dito ser também é uma criatura de Deus. Portanto, deve ser respeitada.
Eu próprio, que sempre adorei animais, não hesito em comer os que a minha cultura ou gosto consideram comestíveis. Quanto aos vegetais, não vejo grande diferença, já que também são seres vivos. Mas, há que sobreviver, mesmo sabendo que, mais tarde ou mais cedo, a morte surgirá a tudo o que vive.
E, a propósito de comer: será que os antropófagos também eram responsáveis pelos seus costumes dietéticos? Será que tinham consciência da velha justificação que Deus dá a liberdade ao Homem? Sendo assim, quem é o responsável pelas catástrofes naturais? 
Que estranha “criação” é esta, a de um Deus que alimenta a vida de vida e arrasa tudo com dilúvios para ficar tudo na mesma!
E que grande é a hipocrisia daqueles que deliram com o triste espectáculo que é uma tourada, e dos seus “actores”, que costumam rezar pedindo a protecção divina contra a hipótese de uma cornada!
Por ironia, chego a imaginar as discussões que devem ocorrer no céu entre S. Francisco de Assis, considerado pelos cristãos o protector dos animais, e o seu divino patrão, quando tomam conhecimento daquelas preces.
Devem ser mais azedas do que a palhaçada (ambição do poder) a que vimos assistindo entre o Coelho e o Costa, com a Catarina e o Jerónimo pendurados no segundo.

Papa Francisco: ao afirmar que “Deus chora por causa da pedofilia dos clérigos”, então devia dizer que ele não faz mais nada, já que o citado crime é apenas uma gota de água neste vale de lágrimas; chego a pensar que esta designação do mundo tenha tido origem na tal choradeira divina.
Se quer reformar a Igreja de que é chefe supremo (será?) e não deixá-la atrasar-se cada vez mais em relação ao mundo actual, terá que fazer uma reviravolta total. Mas, cuidado! Lembre-se do que aconteceu a João Paulo I, hoje completamente olvidado!
Por mim estou-me nas tintas, como se costuma dizer.

Embora historicamente próxima, a verdade é que a  Idade Média, técnica e racionalmente falando, está já muito distante. Hoje sabemos que o número de estrelas existentes é de dez elevado a sessenta, mais do que todos os grãos de areia de todas as praias da Terra!
Seria absurdo pensar que só existe um planeta onde se manifestou a “Criação” e que “no Princípio, Deus fez o Céu e a Terra” como consta no Primeiro Testamento da Bíblia, esse testemunho da mitologia hebraica enigmaticamente considerado como sagrado para parte da Humanidade.
Quando era criança, “ensinaram-me” que as igrejas eram as casas de Deus e que as trovoadas aconteciam quando “Nosso Senhor” estava zangado. A mim, parido e educado na capital de um país europeu em meados do século XX!
Mas, não tenho culpa de ter nascido com o bichinho da curiosidade e, já crescidote, reparei que as igrejas tinham pára-raios! E, não foi preciso mais para me tornar céptico a todo o tipo de dogmatismo.
Felizmente, vivi o suficiente para ver a revolução que se está a operar no conceito de Cristianismo, graças a verdadeiros heróis da pesquisa que não fazem como as avestruzes. 
Cito apenas três: padres Mário de Oliveira e Carreira das Neves, e o jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos.
Concluo repetindo: diabos me levem, se me entendo com gente que acredita sem investigar tudo o que lhe impingem.

Desabafo: “Deixem-me ir sozinho para o Diabo, ou vão para o Diabo sem mim”! (Fernando Pessoa).


12/09/2015

DÊ O EXEMPLO, PAPA FRANCISCO!

Ao recomendar que todas as paróquias do mundo devem receber os refugiados de mais uma tragédia da História, à qual outras se seguirão, já que o mundo, a meu ver, só mudou tecnologicamente, ordene aos seus subordinados do Vaticano que façam o mesmo.
Muito melhor do que eu, sabe as centenas de divisões que constituem o ‘palácio dos papas’, cargo que o senhor, actualmente, detém.
Sabe, também, das incalculáveis riquezas que lá se encontram, a grande maioria roubadas aos não católicos, ou oferecidas por estes a troco de “favores” divinos” ou por medo do Inferno. Felizmente que este, inventado por membros da sua ‘seita’, foi extinto pelo agora santo (?!) João Paulo II.
Compreendo, perfeitamente, o seu receio em lutar contra a máfia da qual é rei absoluto. Mas, também é verdade, que tem mostrado alguma coragem nalgumas das suas decisões, como seja não aparecer ao seu povo dentro daquele ridículo “papamóvel”, onde se passou a deslocar o tal “santo” depois do balázio que apanhou.
Quando, em 2017, vier a Fátima, e se não se submeter a tal vergonha (e julgo que sim) quem vai sofrer são as centenas de seguranças, já que a “virgem”, com a sua mão, poderá estar a aprender como desviar as balas das vítimas do chamado Estado Islâmico.
Por isto tudo, sugiro-lhe que ordene a cedência do espaço e do dinheiro suficientes para ajudar os que fogem da guerra, o que é totalmente diferente daqueles, principalmente da África negra, que são incapazes de se governar e ainda fazem exigências quando se instalam na Europa. “Este Portugal é uma merda”, ouvi um preto (perdão, negro) dizer certa vez, e tive de ficar calado porque o anti-racismo primário que hoje reina nesta ditadura da democracia, viria a arranjar-me problemas. (Porque será que, no Funchal, a Rua das Pretas ainda não mudou o nome para Rua das Negras como, em Lisboa, existe o Poço dos Negros?)
Também estou curioso por saber se já leu os livros do Padre Mário de Oliveira, e se o vai receber como ele pediu. Porque, das duas uma: ou o senhor acredita em Fátima e em todas as “aparições” e “milagres” de que o mundo é prenhe (está no seu direito e eu respeito), ou não acredita e, neste caso, tem o dever moral de as desmistificar. Quanto muito, lançar a discussão sobre este assunto e explicar tantos outros como a idolatria das estátuas e a origem das finanças do Estado a que preside. A ver vamos. Mas, cuidado! Lembre-se do que aconteceu ao Papa João Paulo I, embora pela lógica cristã, deva ter sido a vontade de Deus.
                                     ……………….

Depois de mais este arrazoado contra a Igreja Católica Apostólica Romana, ocorreram-me as seguintes perguntas:
No caso português, que é o que me interessa, de que é que vive essa instituição?
1- Será verdade que está isenta de impostos?
2- Como é que são feitos os pagamentos a toda aquela hierarquia, desde os cardeais até aos padres e freiras? Serão mensais, como é mais comum, e os recebedores passam recibos verdes ou de qualquer outra cor? (Perdoem-me a piada).
3- Serão originados por dádivas voluntárias, transferidas do fabuloso Banco do Vaticano, ou impostas pelos Governos nos nossos…impostos?
Conclusão: poderia fazer mais perguntas, mas fico por aqui.
Apareça um candidato a primeiro-ministro que responda a estas perguntas e, se for verdade o que questionei, prometa (sem palavra de político) que vai aplicar as medidas necessárias para resolver estes assuntos. Não tenha medo! Hoje, devido às novas tecnologias, as “aparições”, como as de Fátima, seriam impossíveis.
Se esse improvável candidato surgisse, revalidaria o meu cartão de eleitor que, por este e outros motivos, rasguei há muitos anos.
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Desabafo:
“Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado” 
Fernando Pessoa (“Realidade” de Álvaro de Campos)






24/08/2015

TENHA CALMA, Sr.ª MAIA!
(Perdão, MAYA, que sempre é mais aristocrático).

Tenha calma e educação! Não sei quem foi que a nomeou como “apresentadora” da TVI, mas espero que lhe tenha dado um valente puxão de orelhas após o agastamento que o sorriso do padre Mário de Oliveira lhe provocou quando falou de Fátima, durante a entrevista.
Se vossemecê (termo usado por Lúcia e que é uma honrosa contracção de vossa mercê) fosse, de facto, uma apresentadora/moderadora, nunca teria manifestado as suas convicções e agressividade, mantendo-se neutra como devia. Até porque o padre Mário de Oliveira, como bem educado que é, não usou ali expressões hostis, como faz no seu livro, e que só atingem quem tem telhados de vidro; apenas sorriu.

Além disso, vossemecê, que “prevê” o futuro, não foi capaz de topar que um dos seus clientes era um jornalista, que escarrapachou toda a “consulta” numa revista saída recentemente. E depois foi um bico d’obra para lhe passar a factura de cem euros.
Mas a culpa, claro, não é toda sua. Sempre a eterna crendice humana e os espertalhões que dela se aproveitam.


Para terminar, peço-lhe que adivinhe um dos próximos números premiados do “totomilhões” e mo comunique. Dou-lhe a percentagem que quiser, para juntar àquele que, com as suas “consultas”, lhe vai saindo a prestações!  Aceita?


22/08/2015

PARABÉNS, PADRE MÁRIO DE OLIVEIRA!

Parabéns e todas as saudações possíveis a um padre que tem a coragem de desafiar o mito de Fátima que os seus chefes impõem. E quantos mais haverá que, por medo, fanatismo, sadismo ou vergonha não são capazes de fazer o mesmo.
“Conheci” o padre Mário num programa do canal Odisseia, transmitido em 2008 e que, felizmente, gravei devido ao interesse do tema focado: FÁTIMA!
Há dias soube que tinha saído um livro escrito por um padre chamado Mário de Oliveira, com o sugestivo título “Fátima S.A.”
Curioso, procurei na Internet informações sobre o autor e, quando o vi durante uma entrevista televisiva, notei que aquela cara não me era estranha.
Revi o programa gravado e tive o prazer de verificar que era o mesmo padre que, com linguagem maravilhosamente simples e chamando as coisas pelos seus nomes sem qualquer receio, punha a nu toda a fantochada do “teatrinho das aparições”.
Já o escritor João Ilharco, no tempo da chamada ‘primavera marcelista’, publicara um livro intitulado “Fátima Desmascarada” que consegui adquirir à socapa. Ainda hoje faz parte da minha biblioteca.
Passado tanto tempo, apenas me lembrava dele quando era “apanhado” pelas intermináveis transmissões que a televisão pública deste Estado, dito laico, oferece aos telespectadores a troco da taxa e da publicidade, tantas vezes enganosa.
Tive agora a grata satisfação de comprar o livro do Padre Mário de Oliveira e tomar conhecimento de que já escrevera outro intitulado “Fátima Nunca Mais”, que vou comprar a seguir.
A minha satisfação aumentou (e espantou-me) ao saber que o primeiro teve onze edições e que o actual, embora saído há apenas três meses, já vai na terceira! Parece de haver muita gente a querer abrir os olhos, embora eu não partilhe desse optimismo; maior que o Universo, só a crendice humana.
Recordo, a este propósito, uma frase que li quando era garoto num livro de ficção científica e que já citei neste blogue: “todos aqueles que não têm espírito de crítica por tudo o que julgam ter uma certeza ou uma finalidade, estão condenados a alimentarem-se de sombras”!
Mas o ser humano, como disse José Saramago, precisa de acreditar em alguma coisa; concordo plenamente, porque as pessoas têm de se entreter seja com o que for para quebrar a rotina e as religiões, sendo o “ópio do povo”, são o que melhor se presta a esse objectivo.
Porém, o que me irrita é quando as crenças atingem as raias do absurdo e, por imposição própria ou por terceiros (como aconteceu comigo), têm de ser aceites como um dogma.
Aos poucos que lutam contra estes tipos de droga, resta a consolação do apoio de uma minoria que, pelo menos, duvida e, por isso, investiga.
É o caso do Padre Mário de Oliveira, em relação às “aparições de Fátima”, mas crente em Deus.
Por mim, e como tenho escrito, sou agnóstico. Não posso provar que Deus existe como também não posso afirmar que não.
Mas, no Deus da Bíblia é que não acredito mesmo. As contradições entre as suas qualidades e o mundo que vemos são tantas, que nem merecem qualquer debate sobre o assunto.
Religiões, aparições, milagres, bruxarias, astrologia e afins, são temas que ninguém consegue impingir-me. Tentaram fazê-lo quando era garoto mas, felizmente, nasci com o dom de tentar esclarecer as coisas e não aceitar princípio algum que não possa ser explicado. Se não é, então fico na dúvida; prefiro isso a viver enganado.
A designação de “virgem parideira” usada pelo Padre Mário de Oliveira fez-me rir. E até está certo, já que, embora continue virgem, condição fundamental que a igreja de Roma exige para a “decência” das mulheres, teve mais filhos como a Bíblia refere. Mas, isso é tabu! (Mas, por que diabo me lembrei de um tal Aníbal? Já é obsessão!)
Por tudo isto tenha cuidado, Padre Mário de Oliveira. Olhe que os actuais inquisidores estão atentos. Se fanáticos como Sousa Lara ou Mário David, são conhecidos porque, como muitos outros, se meteram na política para “caírem para cima” se fizerem asneiras, outros estão na sombra esperando a oportunidade para o atacar. Valha-lhe a sorte de não ser famoso e de não ter recebido o Prémio Nobel da Literatura.
Tal como outras situações, as religiões são uma das maiores causas de guerras. O que hoje se passa com o chamado “estado islâmico” não é mais do que a continuação da história.
Muçulmanos atacam Muçulmanos (e não só os que não o são), como os Cristãos fizeram entre si na “matança da Noite de S. Bartolomeu” iniciada em Paris em Agosto de 1572 e que se prolongou por toda a França durante meses. François Dubois pintou um quadro sobre esse tema que se tornou célebre.
Se Cristo e Maomé voltassem a este mundo, certamente que ficariam horrorizados ao verem no que se tornaram as suas mensagens de harmonia entre os homens.
E, para terminar, vou referir dois casos relacionados com Fátima e que testemunhei.
A minha mãe, irmã e avó materna, com quem vivia, eram católicas praticantes, tal como toda a minha grande família.
Que eu saiba, apenas o meu pai não era uma coisa nem outra, embora não o manifestasse devido ao seu temperamento conciliador.  
Um dia, era eu ainda criança, a minha mãe convenceu o meu pai a ir a Fátima para falar com a mãe de Lúcia.
Eu também fui e, ao fim de longas horas pelas estradas da época, chegámos a Fátima.
Uma vez encontrada a morada da mãe da “vidente” que se encontrava sequestrada, situação que manteve até ao fim da vida, deparámos com uma senhora velhinha, vestida de preto, sentada em frente de uma casita.
Às perguntas que a minha mãe lhe fez, recordo apenas esta frase como resposta: “eu ouvia a minha filha a falar”. É curioso como da ‘entrevista’, que a pobre velhota devia repetir a todos os que a procuravam, só aquela frase me venha à cabeça. Do “outro lado” parecia não haver interlocutor.
Este facto foi comentado pelo meu pai, já durante o regresso a Lisboa, e julgo que a minha mãe “engoliu em seco”, mas até ao fim da sua vida continuou com a sua crença.
O segundo caso deu-se alguns anos depois, era já adolescente e céptico com tudo o que se relacionasse com religiões.
Nessa época tínhamos uma mulher-a-dias que foi convencida pela minha mãe e avó a ir a Fátima, não me recordo porque motivo.
Como o marido tinha uma lambretta (espécie de moto muito em voga nos anos cinquenta), resolveram fazer a viagem. Mas as coisas correram mal; uma avaria abortou as suas intenções peregrinas e voltaram para trás.
Muito agastada, a mulher contou o que se passara e disse que nunca mais se meteria em semelhante aventura.
A minha mãe ainda tentou explicar-lhe que “nossa senhora” tem por hábito testar as pessoas para pôr à prova a sua fé mas, espertalhona como era, a mulher não se deixou convencer.
E tinha razão! Como são estranhas as religiões que apregoam a omnisciência das suas divindades, mas reconhecem que não prevêem o futuro.
E concluo, citando o velho provérbio relembrado pelo Padre Mário de Oliveira no seu livro: “fia-te na virgem e não corras; verás o tombo que levas”.
Deve ser por isto que, apesar da sua fé, pelo seguro, os peregrinos caminham pelo lado esquerdo da estrada, o que, aliás, não impede os acidentes. Coisas…


12/07/2015

É A VIDA!

“É a vida”, “tenho o destino marcado”, “ seja o que Deus quiser”, “que o novo ano, ao menos, não seja pior do que o anterior”, “isto só neste país”, “que triste sina”, “é o nosso fado”, “lá fora é que é bom”…
“Que tempo horrível”, “que calor insuportável”, “não se aguenta este frio”, “são estas mudanças de temperatura e a humidade que dão cabo dos ossos, provocam gripes e constipações”, “nunca se viu um tempo destes”…

A que propósito vem a menção de frases tão típicas do nosso Povo?
É simples. A crise grega e a nossa endémica falta de auto-estima.
Não me interessa saber se os Gregos devem toneladas de papel e metais (ditos preciosos) à firma Lagarde & Companhia Lda. Mas sei, por experiência própria, que se orgulham de ser quem são como ultimamente têm provado.
Nós, Portugueses, exceptuando no futebol, “damos o cu e meio-tostão” por dá cá aquela palha, como dizia o meu saudoso professor de ciências físico-químicas no 2º ciclo dos liceus. E eu acrescento: até vendemos a Língua, à falta de meio-tostão, já que cu continuamos a ter, por enquanto.
Paradoxalmente, vamos fazer novecentos anos de História e temos as fronteiras mais antigas do mundo. Depois de sessenta anos sob o jugo espanhol numa época em que a média de vida não chegava aos cinquenta anos e por isso grande parte da população já era espanhola, soubemos reconquistar a independência. E, não satisfeitos com isso, ainda retomámos a posse do Brasil e de Angola!

Será do clima? Certamente que não, uma vez que há muitos povos com condições climáticas muito mais severas que as nossas.
Este tema talvez seja motivo para um próximo texto, mas à escala mundial, perdão, ‘global’.
Entretanto, transcrevo esta anedota que se contava nos meus tempos de menino e moço:

Cristo voltou à Terra para ver (no terreno) como iam as coisas por cá.
Tendo encontrado um homem que chorava, perguntou-lhe:
-Porque é que choras, irmão?
-Porque sou cego.  
-Então abre os olhos e vê.
E o homem passou a ver.
Mais adiante, encontrou outro a chorar.
-Porque é que choras, irmão?
-Porque sou paralítico.
-Então levanta-te e caminha.
E o homem começou a andar.
Pouco depois encontrou outro que chorava desalmadamente.
-Porque choras, irmão?
-Porque sou português.
Desanimado, Cristo sentou-se a seu lado e começou a chorar também!!!

***



02/07/2015

DORES NAS COSTAS, FUNGOS NAS UNHAS, DIARREIA, OBSTIPAÇÃO… BASTA!

Como tenho dito, não costumo ver televisão para além dos canais que me interessam, como o “Odisseia”, “National Geographic”, “História” e poucos mais.
Mesmo assim, quando passo por alguns momentos pelos canais portugueses (excluo a RTP 2) sinto vontade de gritar por socorro!

De repente, toda a gente passou a ter dores nas costas e nas articulações porque, dizem, “a partir dos trinta anos os ossos principiam a deteriorar-se e a tornar-se rendilhados”.
Ao saber da existência deste fenómeno, confesso que começo a preocupar-me com o meu estado de saúde. É que as radiografias que por rotina tenho tirado para saber como está a “máquina”, não mostram nada disso. Só me faltava mais esta; além da loucura, tenho ossos diferentes das outras pessoas, apesar de já estar com 72 anos!
Porém, fiquei um pouco mais tranquilo quando me lembrei da trabalheira que os coveiros têm com as ossadas que, teimosamente, resistem ao tempo e à cremação. Afinal, não sou assim tão anormal.
Por outro lado tenho pena, porque gostaria de seguir a moda e encharcar-me em “Cálcio +”, mesmo sabendo (e é a opinião de dois médicos com quem falei) que uma dieta equilibrada fornece a quantidade necessária. Assim, a publicidade a tal produto devia ser proibida devido a possíveis calcificações nos rins e até nas artérias!
O cálcio é um elemento natural, apregoam os publicitários. Pois é. Trata-se de um dos 92 elementos que constituem o Universo, e não é por isso que o consumo em excesso não seja prejudicial. Uti, non abuti!
Mas, como até Júlio Isidro, que possivelmente nunca tomou “Cálcio +, aparenta estar em plena forma, acredito que muita gente vai seguir o seu conselho. Afinal, trata-se de uma figura que todos conhecem graças à televisão. Por isso, ‘palavras para quê’?
Sei, por experiência própria, que a malta da Rádio e Televisão (para só falar desta) tem um grande poder persuasivo. Até nunca se engana e raramente tem dúvidas, como um tal Aníbal que há dias declarou saber que «19-1=18». 

E quanto aos fungos nas unhas? Não querendo também ser diferente dos outros nesse pormenor, já basta ter também vinte unhas tenho tentado, desesperadamente, encontrá-los pelo menos numa delas; mas em vão!
Confesso que me sinto vexado! Porque diabo as minhas unhas não servem de jardim a esses fungos, para utilizar o tal produto que, até acredito, resolva o problema? De facto, não sou normal, o que me põe mais infeliz do que um peru na véspera do Natal.

Mas, a esperança é a última a morrer. Talvez um dia destes tenha uma diarreia e, sem o Imodium que faz parar a caganeira antes que ela nos pare a nós, terei de correr, desatando as calças, para o ‘gabinete das meditações urgentes’.
Uma vez sentado na típica cadeira desse gabinete, onde toda a metafísica morre, talvez a situação acabe por se inverter.
Assim, terei de tomar um laxante e transferir o meu quarto para aquele tão acolhedor dos aflitos como simpático gabinete.

Até pode acontecer que me liberte das minhas angústias metafísicas já que, como disse, 'aquela ciência (?!) morre ali'!